sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Todo Dia é dia de Leitura








EMEF Lourenço Filho promove Semana Literária 






No embalo da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Lourenço Filho, situada no bairro da Vila Constança, promoveu, entre 25 e 28 de agosto, uma “Semana Literária”. No evento, as crianças e adolescentes entraram em contato com obras de diversos gêneros e autores em forma de contação, jogral, leitura e teatro.
A iniciativa, além de propiciar momentos prazerosos de contato com a literatura, evidenciou muitos alunos autores. Durante a semana ocorreram momentos de apresentação das produções. Um exemplo disto foi o aluno Antonio Carlos Floriano Filho, do Ciclo Interdisciplinar, que leu para seus colegas o cordel Minha História, escrito por seu pai, Antônio Carlos Floriano, que também estuda na escola e cursa a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Alunos participantes do projeto de Teatro, do Programa Mais Educação São Paulo, apresentaram uma adaptação da obra “O Auto da Compadecida”, em homenagem ao escritor Ariano Suassuna, que faleceu recentemente.
Ocorreu também, na Semana Literária, uma leitura de textos em espanhol. A ação contemplou os alunos imigrantes da Bolívia que estão em grande número na Unidade Escolar e enriqueceu culturalmente a todos, por meio do contato com a diversidade cultural presente nos textos e relatos.
Conheça o blog da EMEF Lourenço Filho.
Confira a galeria de imagem do evento.

   Publicado (SME)  em: 04/09/2014


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Professor em Destaque e Professor Emérito Publicado em: 31/08/2015

Inscrições entre os dias 1º e 15 de setembro.professor_destaque_prof_emérito_2015_740_x_430_e .jpg A Secretaria Municipal de Educação (SME) divulga a abertura das inscrições para o Prêmio “Professor em Destaque” e indicações ao Prêmio “Professor Emérito de São Paulo”. Professor em Destaque - O prêmio “Professor em Destaque”, reconhecimento aos professores que ministram aulas em todas as etapas e modalidades de ensino, tem a finalidade de mobilizar e valorizar o trabalho dos docentes da Rede Municipal de Ensino (RME), que deverão inscrever-se com um único trabalho versando sobre experiências realizadas no ano de 2014, que possam ser comprovadas, relativas a qualquer área de conhecimento ou disciplina. Os trabalhos realizados deverão ter os seguintes eixos temáticos: • Diálogo com a comunidade / Relação Escola e Comunidade • Protagonismo dos alunos / Autoria • Pedagogia de Projetos • Interdisciplinaridade • Organização dos tempos e espaços educativos • Múltiplas linguagens de crianças, jovens e adultos no cotidiano da Educação Básica. Inscrições – O período de inscrição será entre os dias 1º e 15 de setembro. Nesse período, os professores interessados enviarão os trabalhos para as respectivas Diretorias Regionais de Educação (DRE), com as especificações contidas no comunicado. Premiação - Aos trabalhos premiados serão concedidos prêmios em dinheiro, nos seguintes valores: • 1º colocado: R$ 10.000,00 (dez mil reais) • 2º colocado: R$ 8.000,00 (oito mil reais) • 3º colocado: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) • 4º colocado: R$ 2.000,00 (dois mil reais) • 5º colocado: R$ 2.000,00 (dois mil reais) Professor Emérito – A indicação dos candidatos ao Prêmio de “Professor Emérito” poderá ser feita pelas Unidades Educacionais, Diretorias Regionais, Universidades, Associações de Classe, em formulário específico (Anexo II), disponível clicando aqui. As indicações ao prêmio “Professor Emérito” deverão ser remetidas diretamente a SME/Programas Especiais - para a apreciação da Comissão Especial, entre os dias 23 e 24 de setembro Portal da secretaria da Educação Municipal
Publicado em: 27/08/2501
II Mostra Cultural Agosto Indígena nos CEUs
Iniciativa leva cursos, apresentações culturais e vivências artísticas a 28 CEUs



Entre 24 de agosto e 12 de setembro, 28 Centros Educacionais Unificados (CEUs), duas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e um Centro de Educação Infantil (CEI) recebem a II Mostra Cultural Agosto Indígena nos CEUs.

A iniciativa integra um programa de Política Pública de valorização e reconhecimento dos povos originários do Brasil, construído pelas Secretarias Municipais de Educação (SME), de Cultura (SMC), de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), em conjunto com os povos indígenas que habitam a capital paulista.

A Mostra é composta por 15 cursos, 26 apresentações culturais e 24 vivências culturais e artísticas em CEUs localizados em todas as regiões da cidade de São Paulo. “A Mostra é uma oportunidade para que alunos, educadores e comunidade escolar tenham acesso a vivências culturais protagonizadas pelos indígenas e possam conhecer a Diversidade Étnica de São Paulo. A programação foi construída por meio de diálogo e parceria, com o objetivo de promover reflexões sobre o protagonismo e a visibilidade das diversas etnias em nossa cidade.”, diz Rafael Ferreira Silva, Coordenador do Núcleo de Educação Étnico-Racial da SME.

“Pretendemos, ainda, que as discussões do evento possam fornecer aportes teóricos e conceituais, subsidiando o trabalho com a História e Cultura Indígena na sala de aula, de modo que os educandos da Rede Municipal de Ensino sejam envolvidos em práticas educativas que valorizem a Diversidade Étnico-Racial, conforme o que determina a lei 11.645/08.”, completa Rafael.

Presença Indígena em São Paulo - De acordo com dados do Censo 2010 do IBGE, São Paulo é a quarta cidade do Brasil em população indígena, com 12.977 pessoas. A presença indígena se encontra em aldeias Guarani – Jaraguá, Tekoa Pyau, Tenonde-Porã e Krukutu – e, na cidade como um todo, é possível encontrar os Aweti, Borum-Krekmun, Pankararé, Fulni-ô, Pankararu, Potiguara, Saterê-mawê, Kariri-Xocó, Kalapalo, Kamaiurá, Pankará, Xavante, Wassu-Cocal, Tupinambá, Tupi, Tingui-Botó.

Cidade Educadora - “Acreditamos que a diversidade étnico-racial da cidade de São Paulo deve ser apreendida como elemento desencadeador de aprendizagens no âmbito da Cidade Educadora, em consonância com a Meta 58 do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo. Neste sentido, o evento tem o objetivo de ser um espaço de discussão sobre a História e Cultura Indígena, no qual professores, gestores e demais funcionários da Rede Municipal de Ensino, assim como toda a comunidade envolvida, poderão refletir sobre a presença indígena na cidade de São Paulo, além de conhecer as lutas pelo reconhecimento, autonomia, visibilidade e elementos culturais”, analisa Rafael.
Publicado em: 27/08/2015 Secretaria municipal de educação, São Paulo. (SME)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Diálogos sobre Educação Inclusiva como Prevenção do Fracasso Escolar



Cooperação entre as instituições promoverá ações formativas para educadores e oportunidade de intercambio no exterior.


O auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) sediou na última terça-feira (31), o evento "Diálogos sobre Educação Inclusiva como Prevenção do Fracasso Escolar". Promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), a intenção do encontro é contribuir para o debate sobre a Educação Inclusiva no âmbito do Programa de Reforma Curricular Mais Educação São Paulo.


A OEI tem um acordo de cooperação técnica firmado com o Prefeito Fernando Haddad, desde 2013, que envolve diversas áreas do governo municipal, entre elas Educação, Cultura, Direitos Humanos e Cidadania, Ciência e Tecnologia. No âmbito da educação, firmou um termo de cooperação técnica com a SME e, também, a assinatura do termo de parceria com Mapfre Brasil. A cooperação entre as instituições promoverá ações formativas para educadores e oportunidade de intercambio no exterior.


Participaram da mesa inicial do encontro o Secretário Municipal de Educação, Gabriel Chalita; o Secretário Geral da OEI, Paulo Speller; Drª. Ivana de Siqueira, Diretora da Regional da OEI do Brasil; Martinha Clarete Dutra dos Santos, Diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação e Wilson Toneto, Presidente da Mapfre Brasil.



A segunda mesa contou com a palestra da educadora e filósofa Terezinha Rios e a mediação do Professor Fernando José de Almeida, Diretor de Orientação Técnica (DOT) da SME. Em sua fala Terezinha destacou que uma das primícias da Educação Inclusiva é o respeito: “respeito é reconhecer a existência do outro e buscar a igualdade na diferença”. A educadora ainda completou que, “educar é construir a humanidade e a escola tem o papel fundamental: o de formar o cidadão no sentido de que ele possa ter uma vida boa, uma vida plena e fazer parte do mundo”.

Referência :
http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/Dialogos-sobre-Educacao-Inclusiva-como-Prevencao-do-Fracasso-Escolar (Publicado em: 01/04/2015)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015


As intervenções didáticas na alfabetização inicial


A publicação da obra Psicogênese da Língua Escrita (300 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 74 reais), das argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, no Brasil em 1999, foi um marco revolucionário no campo da Alfabetização. O livro provocou uma mudança paradigmática em relação ao processo de aprendizagem da língua escrita e à forma de conceber a escrita. Nele, o aluno é entendido como um sujeito intelectualmente ativo, que formula hipóteses para compreender o que a escrita representa e aprende por meio de suas ações.
Entender como as crianças aprendem e reconceitualizar o objeto de conhecimento (nesse caso, a língua escrita) foi um passo fundamental para os pequenos assumirem o protagonismo no processo de aprendizagem. Outro passo importante foi compreender o papel dos professores no novo cenário. O que cabe a ele se a criança é quem constrói o conhecimento sobre a língua escrita? Entender que o educador não é um mero observador ou espectador do processo de aprendizagem dos alunos foi estruturante para novas reflexões didáticas. Por intermédio do docente é que a língua escrita se torna um objeto de conhecimento. O desafio do profissional é planejar situações didáticas que coloquem a língua na sua função comunicativa e que os alunos possam atribuir mais sentido às tarefas propostas.
De acordo com LERNER (2002, p.105), o conhecimento didático da Alfabetização é o resultado do estudo sistemático das interações produzidas entre o professor, o aluno e o objeto de conhecimento; é produto da análise das relações entre o ensino e a aprendizagem de cada conteúdo específico; é elaborado por meio da investigação do funcionamento das situações didáticas.
Hoje sabemos que, para contribuirmos para a qualidade na aprendizagem das crianças, é importante nos debruçarmos sobre as interações produzidas entre professor, aluno e objeto de conhecimento. Quer dizer conhecer o processo de aprendizagem dos alunos sobre a língua escrita e também conhecer a língua escrita e as práticas sociais de leitura e escrita. E mais: conhecer e compreender, cada vez mais, as melhores condições didáticas que incidem sobre a aprendizagem.
Para isso, uma das grandes contribuições da última década foram as publicações dos resultados de investigações didáticas na área da Alfabetização. As análises e teorizações sobre as interações produzidas entre professor, aluno e objeto de conhecimento em diferentes situações de ensino resultaram no conhecimento de novas condições didáticas. Isto é, as investigações foram tornando observáveis as articulações entre o modo de ser do aprendiz, as estruturas epistemológicas das linguagens e as ações docentes necessárias para promover boas situações de reflexão e aprendizagem das crianças. Estas ações aparecem, por exemplo, na seleção de materiais, nas consignas, na forma de agrupar a turma, nas perguntas propostas durante as atividades, na decisão de tornar coletiva a dúvida de um aluno, na decisão de informar ou se calar e na maneira de organizar o tempo didático. Lerner (2002, p.43) ressalta: É necessário realizar investigações didáticas que permitam estudar e validar as situações de aprendizagem que propomos, aperfeiçoar as intervenções de ensino, apresentar problemas novos que só se fazem presentes na sala de aula.
Para a escola orientar situações de ensino cada vez mais eficientes, é importante refletir sobre as condições que melhor possibilitam a assimilação e coordenação progressiva de informações que levam à obtenção de significado. De acordo com Molinari (2000), nestas situações, o professor intervém claramente com a intenção de favorecer o processo de coordenação de informações entre aquilo que as crianças sabem, os dados fornecidos pelo texto e as informações proporcionadas pelo contexto no qual ele está inserido.
                                                                             
 Publicado  Nova escola, agosto 2015